26 setembro 2008

Café Com Verso

Na falta do café, contento-me com a Coca-Cola gelada.
Mas o verso, ah, o verso não pode faltar!!

Quebrando o silêncio das horas madrugadas, mergulho no Café com Verso, deleitando-me com a arte apresentada pelo poeta e artista LuAlves.

Eu, simplesmente, sento e escuto, pois a poesia está no ar...
Busco inspirações para a escrita do ofício e do prazer...

Enlevado por Ferreira Gullar, Vanessa Roma, Arnaldo Antunes e tantas outras boas coisas que me chegam pelas caixas de som, não me esquivo da ânsia de escrever... somente escrever, sem métricas ou rimas, sem regras nem vergonhas, sem motivos ou objetivos.

Apenas liberto as palavras que rodeiam minha mente.

Ouvindo saborosas canções, deliciosas poesias, vou alimentando minha alma que tem fome de arte, de beleza, de vida, de contemplação... uma alma que tem sede de Café com Verso.

25 setembro 2008

Sobre a verdade...

Será ela assim tão perigosa como nos fazem acreditar?
Será que é mesmo necessário escamoteá-la como acontece?
Não seria mais fácil assumir e dizer logo a verdade?

São respostas que não tenho o gabarito, a idade, nem a experiência necessários para dá-las. Mas ouso, em meu cantinho de brisas e tempestades, pensar acerca do tema “verdade”. Observando as pessoas e os seus atos, percebo que a verdade, por vezes, se aparenta a alguns como a um mostro, uma coisa feia, que não deve ser mostrada, que não deve ser revelada.

Recordo-me dos ditados que dizem: a mentira tem pernas curtas; e a verdade prevalecerá. E é fato. Cedo ou tarde o que se escondia se torna evidente e quem escondia já não sabe o que fazer ou como olhar para os outros, aqueles para quem mentiu ou omitiu.

Pondero que há certas verdades que não devem ser soltas assim de qualquer modo ou maneira. Mas se o momento surge e a oportunidade de ser verdadeiro se faz presente, por que não aproveitá-la? Não! Preferem mentir, deturpar a verdade, omitir...

Contudo, o que se pode fazer senão fingir acreditar naquela inverdade que te contam? Desmascarar o embuste é uma boa, mas soa indelicado, no fim das contas...

Não é à toa que tantos têm problemas psicológicos e outros do gênero. Afinal, vivem e propagam apenas a aparência, a parte bonita. O feio fica escondido e acumulado...

Se quiser falar a verdade, ouvirei com atenção, amor, compreensão. Mas a verdade de meus sentimentos e opiniões serão também reveladas.

Tenho a consciência limpa e a alma leve. A vida, a meu ver, é mais que aparência e códigos de conduta estipulados por uma sociedade hipócrita!

A vida é verdade, é amor, é paixão... é viver vem consigo e com os outros.

Simples assim!

24 setembro 2008

...michê das palavras...

Não! Não sou poeta, tampouco escritor. Apenas sirvo às palavras, delas sou devoto e delas tiro meu sustento. Sem a poética dos artistas ou a técnica e os enredos dos escritores.

Não me atrevo a titular-me como artesão das palavras, seja em qual modalidade for. Reafirmo: apenas sirvo às palavras. Sou um mero “cavalo”, por assim dizer, dos espíritos verbos e nomes, das almas vírgulas, exclamações e interrogações, dos seres adjetivos, predicados, advérbios e toda forma de manifestação do mundo apalavrado.

Por vezes usado e abusado pelas vogais e consoantes; noutras, abandonado, como o trema relegado. Mas sei que sempre estão ali por perto, escondidas, tal qual o pronome oculto: invisível, mas presente.

Subordinado ou coordenado, estou em qualquer tempo ou conjugação disponível para as letras todas do alfabeto. Mesmo tendo que suportar as manias e extravagâncias de suas gramáticas-personalidades.

Sujeito-me aos caprichos dos acentos, à volubilidade dos pronomes e conjunções, às resoluções resolutas dos pontos. Enfim, à mercê de vocábulos e vícios de linguagem, imerso na riqueza ignorada que surge no milagre da escrita...

23 setembro 2008

Sou...

Pelas dádivas de Deus, dos anjos, santos, estrelas, números, e da sorte, vou seguindo e definindo meu(s) (des)caminho(s).

Considero-me abençoado ao observar o meu redor, minha existência, os amigos, e a família que eu tenho, as coisas que me acontecem e aquilo que tenho feito e conquistado.

Hoje, sou jornalista, com orgulho; ator, com paixão; amigo, com verdade; filho, com devoção; irmão, incondicionalmente; tio, com infindável alegria.... sou tantas coisas e de maneiras tão intensas...

Sou Homem! Sou Menino! Sou Sonhador!
Sou, assim, simples e incontestavelmente, eu!

Vou seguindo

No último texto que postei aqui, falava de um tempo de revisões, ocorrido como um mergulho inesperado em mim mesmo. Na verdade, nem sei se esse momento de revisão foi concluído ou se apenas se esvaiu no tempo e no espaço. O que realmente importa é que estou firme na batalha e na trajetória ainda em construção chamada VIDA!

Andei sumido, é fato. Mas cá estou, de volta ao meu pequeno auto–consultório virtual, por assim dizer. Talvez volte amanhã com uma torrente de emoções desgovernadas, como os corcéis sentimentos, ou com a brisa de uma rima forjada nas horas madrugadas. Talvez, só apareça daqui a muitos dias... vá saber. O único desejo e responsabilidade que tenho é viver... e ser feliz!

Então, até a próxima!
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