20 abril 2008

Casos do acaso

Desiludidos, eu e você
Como pudemos não acreditar
Que algo pudesse acontecer?
Que não iríamos nos encontrar?

Aí veio o acaso,
De caso pensado,
E nos permitiu esse passo
Que antes havíamos desejado

Não sei se isso vai render
Ou o que devo esperar
Mas, adoro poder te conhecer
E pelos quentes beijos e abraços esperar

Talvez eu seja só um bobo
A forçar rimas e poemas
Ou, ainda, não passe de um louco
Embevecido em próprias quimeras

Mas, sendo um ou outro
Gosto de assim estar e ser
Consumindo-me pouco a pouco
De vontade de te ver

07 abril 2008

Sem Amarras

Não quero palavras medidas, comedidas, pesadas...
Quero palavras livres, leves, soltas, sinceras...
Quero verdade em cada letra, essência das palavras...
Para desconstruir, reconstruir, libertar quimeras...

As palavras devem pulsar livremente, sem amarras...
Minhas rimas não são ricas, não são medidas...
Contudo, são verdadeiras, nem certas, nem erradas...
Pode até parecer, às vezes, verborragia desmedida...

Não me importam aparências, metragens, estilos...
A mim importa o que expresso no emaranhado...
E em cada vírgula vejo choros, comoções, sorrisos...
Todo ponto é emoção, expressão! Gracejos espalhados...

Se prestares atenção, cada reticência tem significado...
Pausa para pensar ou a representação da idéia quebrada...
Pode ser até mesmo um soluço ou suspiro apaixonado...
Quem sabe apenas a falta da palavra adequada...

Enfim, devaneios insensatos de um pseudo-escritor...
Reais quimeras de um menino-homem sonhador...
Divagações inflamadas com descontrolado fogo criador...
Palavras soltas, sempre com o vento ao seu dispor...

02 abril 2008

Primeira queda!

Tá... desastre logo de cara...

Meus corcéis-sentimentos de rédeas frouxas conseguiram me derrubar no primeiro galope, dando saltos e pinotes que derrubariam qualquer peão de boiadeiro em menos de 2 segundos.... não sei ainda como consegui montar e seguir a diante...

Devo ter mais cuidado e tentar me segurar melhor sobre a sela desses indomáveis sem precisar novamente puxar as rédeas... pelo menos não vou faze-lo por enquanto... vejamos por quais caminhos e descaminhos eles ainda vão me levar...

Espero que melhores ocasiões venham...

Corcéis-sentimentos

Não! Não dessa vez!

Já está decidido e eu não vou voltar com a minha escolha! Dessa vez não vou dissimular, não vou ser racional, não vou pensar em nada. Vou viver, vou sentir, vou mostrar, vou gritar e até espernear se for preciso...

Cansei de subjugar minhas emoções às razões, muitas das quais eu mesmo criei para justificar meus medos e incertezas... não quero mais isso! Por um lado demonstra força, afinal subjuguei os indomáveis corcéis chamados sentimentos. Mas, em contrapartida, demonstra fraqueza, medo, descontrole...

Vou soltar as rédeas e deixar-me ser carregado, amarrado na sela de um animal revoltoso que sempre implorou liberdade e que agora a tem e vai fazer o maior uso que puder... sei que ele pode se embrenhar em matas densas com espinhos vindo de todos os lados...

Assim como pode percorrer campos e vales verdejantes, com os raios quentes e iluminados do sol a abençoar os caminhos, aonde por vez ou outra uma chuva quente de verão viesse molhar a terra e fazer as flores se abrirem...

Muitas são as possibilidades, os riscos, os caminhos, as recompensas, os atalhos, os descaminhos, as alegrias, as tristezas, as quedas, as belas paisagens, os aprendizados, os erros, os acertos, enfim...

Mas pelo menos sei que verei muito mais... e muito além do que veria se guiasse o corcel a contragosto por caminhos conhecidos e que julgava seguros...

“Avante!”. Grito aos sentimentos... “a galope desenfreado”, completo em meu coração. Sem rumo certo, sem velocidade ou limitação... nas asas e patas velozes e arredias de meus corcéis-sentimentos eu me lanço como desbravador de mundos...

Ocorreu um erro neste gadget