09 agosto 2010
Pretérito perfeito
me pego pensando no passado, nos beijos de despedida,
nas palavras de amor e ódio que (não) foram ditas
e até mesmo nas coisas há muito esquecidas.
Um misto de saudade, nostalgia...
Vontade de sentir as mesmas alegrias.
Recordo dos momentos de empolgação, de euforia
Quando festas e comemorações eram o que mais se via.
Esse tempo passou, deixou lições e memórias...
No coração, as amizades; na mente, as histórias!
E espero que seja a base para um futuro de glórias,
que todos, lá na frente, protagonizemos vitórias
O desejo de voltar no tempo permanecerá,
mesmo sabendo que o futuro incerto virá.
As lembranças e amigos, faço questão de guardar,
para sempre que precisar, poder voltar.
Voltar ao tempo e lugar em que era feliz e sabia disso.
08 agosto 2010
Caminho das letras
Conversava com um amigo, meu irmão, e disse que precisava retomá-la, a minha escrita, ou me abrir para ela novamente.
Já não tenho certeza qual é o caminho mais correto para essa relação.
Sou eu, ou a figura do escritor ou de quem quer escrever, que deve buscar um estado criativo, de inspiração? Ou o contrário: as palavras é que têm de vir ao nosso encontro?
Por vezes sou tomado por uma enxurrada de letras, rimas e prosas que não há outra solução senão extravasar no papel. Noutras tantas, parece que busco expressar algo que não sei e as palavras vêm em meu auxílio, atendendo a um pedido meu.
Não sei qual é a dinâmica real dessa relação, o fato é que sinto falta dessa atividade, a escrita, a poesia, a prosa que lançava um colorido mais que especial em minhas horas madrugadas e no dia a dia de uma rotina gris.
05 agosto 2010
umapausanotempoparacontemplaropassado
E de repente, quando menos se espera, uma imagem o remete para um passado nem tão distante assim no tempo, mas com uma carga de sentimentos e um peso tão grande que faz parecer ter o mundo parado e você envelhecido décadas sem perceber.
Por que as coisas têm que ser assim tão passageiras? Por que mudamos tanto e deixamos passar os pequenos e verdadeiros sorrisos, por que não insistimos, buscamos, guerreamos por esses momentos de felicidade delirante... de descoberta, de vontade... de amizade e cumplicidade...
Por que deixamos de ser crianças? De enxergar o mundo e as pessoas como elas o fazem...
Ah, doces ilusões e divagações... não há o que escrever mais para o momento, retiro-me, junto com as reminiscências de minha memória e a vontade de ver o mundo com mais cores e risos...
30 maio 2010
Amor que sobra ou que falta?
O que leva uma pessoa a querer tirar a própria vida sob o pretexto de amar?! Para mim, isto é algo que não consigo racionalizar, se é que possa ser feito.
Partilhar alegrias e tristezas, comungar de momentos de entrega e prazer, construir algo juntos... tudo isso é fantástico e faz com que queiramos viver em prol do outro, para a nossa própria felicidade, faz com que queiramos, de todas as maneiras, proteger quem amamos e ajudá-lo a ser feliz, a conquistar seu espaço.
Só que por algo inexplicável, para algumas pessoas, quando se encerra um relacionamento, o mundo desaba de tal forma e a dor da ‘perda’ é tão grande que eles não enxergam outra maneira de sair dessa situação, a não ser parar de viver, literalmente.
Será amor demais ou amor-próprio de menos?
Fico com a segunda opção. Quando não nos aceitamos ou amamos, acabamos por delegar esta função a outros: reconhecer e precisar de nossa existência. Se essa relação acaba, já não existimos nem temos razão para isso.
E diante deste tipo de situação, creio, com mais intensidade, que o amor mais importante é o amor-próprio.
É por causa dele que somos capazes de nos reconhecermos enquanto pessoa, é ele que vai permitir que nos conheçamos, que saibamos nossos limites e que mudemos quando for necessário. E o mais importante, que consigamos viver por nossa própria conta e risco, sabendo que mesmo num relacionamento intenso e interdependente, há duas existências. São duas pessoas partilhando suas vidas, duas vidas construindo uma história, e não uma vida única e inseparável.
Tudo que existe, inexoravelmente, pode ter um dia vir a acabar. Mas nós não precisamos ou devemos morrer também. Por mais que se tenha vivido, há ainda muito a se viver, muitas pessoas hão de passar por nossas vidas e muitas lições hão de ser aprendidas.
Pode ser uma visão irreal e utópica a que eu proponho e acredito e posso eu mesmo me contradizer logo ali a frente. Quem controla o futuro obscuro, não é mesmo?
Em resumo, creio que todos devem viver em prol daqueles a quem querem bem, mas sem nunca se esquecer de viver e realizar coisas em prol de si mesmos.
O amor próprio é que nos possibilitar amar verdadeiramente à outra pessoa, afinal, como podemos gostar de alguém se não temos esse sentimento por nós mesmo...?!
Fica aí um assunto para se pensar...
Até a próxima!
23 maio 2010
Se entregue
Elas não são tuas inimigas
Pelo contrário, te convidam pra uma ciranda
Ciranda de roda, sentimentos, sentidos
Deixe que a caneta vagueie pelo caderno
Que os dedos dancem sobre o teclado
Deixe ao comando da emoção
Derrame teu sentir nas linhas e pixels
Deixa-te conhecer por meio das palavras
Seja você mesma por entre as entrelinhas
Grite ao mundo teus versos mudos
Dê forma ao teu martírio, teu delírio
Não goste ou desgoste, apenas sinta
Se houver sentimento e verdade
Será belo, mesmo que cruel
Será intenso, mesmo que sutil
Poesia é libertação
Exercício de conhecimento
Vontade de expressão
Liberdade de alma
Mas não se acanhes se fores da prosa
Conte teus causos, medos e inseguranças
Dê-nos vontades e questionamentos
Brinde-nos com tua alma transbordante
Nessa dança entre vogais e consoantes
Siga o ritmo que mais agrada teu coração
Que mais aquieta tua mente, não importa...
O primeiro passo é se entregar.
22 maio 2010
Etéreos momentos
Já não mais controlava meu corpo, pois ele pertencia só a ti e só às tuas vontades reagia. Havia uma corrente de excitação e desejo que unia nossos delírios de prazer.
Um estava completo no outro e só isso bastava para que nossa exaustão fosse um pleno sinal de alegria.
Sem forças, mas realizados... uma aura de carinho, cuidado, desejo e satisfação misturava os nossos suores.
Aromas diversos e deliciosos preenchiam o ambiente e suas formas e contornos me hipnotizavam. E a vontade de que aquele momento paralisasse como estava e que nada mais existisse para atrapalhar.
Uma visão que nem merecia ser realidade... e, de fato, não era.
13 maio 2010
Retomando o leme!
Às vezes, por circunstâncias que nem nós mesmos entendemos ou gostamos, nos deixamos levar pelos acontecimentos e nos tornamos espectadores de nossas próprias vidas. Passamos a ser um sujeito passivo e os fatos nos enredam e seguimos assim, levados por construções que não são nossas.
Mas chega um momento em que nos vemos à deriva, sem saber para onde seremos carregados, ou pior: sabendo que não irá se chegar a lugar algum. Deixei-me guiar algumas vezes nessa minha curta vida, fui fraco, acreditei em quem não era digno de confiança e me entreguei sem muitas ressalvas, por vezes fui preguiçoso e acomodado.
Me vendo assim, observo que é hora de retomar algumas coisas e comportamentos e dar um basta em certas situações, que nada agregam ou que me prejudicam. Começo uma fase de retomada de rédeas, destinos e caminhos.
Quero, ao final da jornada, ter a certeza e que fui eu quem guiei minha embarcação, eu que domei as velas que se insurgiam contra mim ao sabor das tempestades. Afinal, só teme o escuro quem não sabe o poder da luz, e a luz é o que me norteia, é onde eu quero estar e o que quero ser.
Quais dores você carrega?
Há um ditado que diz que só quem sente a dor é que sabe como dói. Concordo. Cada um tem uma experiência,uma bagagem, um modo de ver e sent...
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