De mitos e quimeras é feita minha alma
De mistérios é construída a minha personalidade
Minha mente?! Ah.. essa pelo mundo vaga
Sem tempo, sem hora, sem destino sem idade
Meu corpo é de carne e ossos
E o sangue corre nas veias
Aos meus pensamentos eu ouço
E por vários mundos a imaginação devaneia
Meus ombros foram feitos para as lágrimas
Minha boca, com a graça de Deus, para os conselhos
Minha vida? Um livro de páginas rasgadas
Mil personagens e a ânsia para vivê-los
Penso, sinto, falo, ajo... existo
Minha origem e meus princípios, não os esqueço
Como um amigo, simplesmente, gosto de ser visto
Com justiça e ponderação aos outros eu meço
Sou criança que espera por brinquedo
E que quando dele enjoa, joga fora e pede outro
Sou homem que os sonhos alimenta
Mas que as preocupações e neuras não deixa solto
As palavras, delas me fizeram escravo
E mesmo que eu nada possa fazer
Surge o chicote, exigente e agitado
E, a mercê de seus caprichos, sou posto a escrever
À essa força imensa não sou capaz de resistir
Então, humilde e consciente, desculpas eu peço
Se por acaso ou infortúnio leres um meu verso
2 comentários:
se por acaso li o teu verso, li tb (um pedaço) do teu inverso...ah, o acaso, agindo sempre em boa hora! Bela tradução, menino-homem, disso que chamam de alma.
Esta escravidão, cujo chicote o impulsiona... é a melhor que existe, pois o obriga a lançar-se, tirando de dentro de ti..qualquer infortunio.
Tu escreve bem pra caramba.
Beijos.
www.sempudor.blogs.sapo.pt
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